Sol de Samaria
Faixa 10
O sol do meio-dia rachava o chão E a sombra do medo me fazia andar O cântaro cheio de desilusão Fugindo da vila, com vergonha de olhar
A sede de água era só um pretexto A secura da alma doía bem mais Ali no poço, quebrando o contexto Um Judeu forasteiro me roubou a paz
Me dá de beber, o Mestre pediu Varou meus conceitos no seu manso tom O livro dos meus desenganos se abriu Sem pedra na mão, só a graça e o dom
Eu fui com meu barro buscar água fria Mas era Ele quem ia me saciar
Ah, Ele me deu de uma Água tão viva Lavou o meu rosto, sarou meu passado Eu deixei o meu cântaro à beira da fonte E voltei pra vila de alma lavada
Senhor que conhece o que a gente esconde Fez da minha secura um rio sem fim Quem bebe da água que o mundo oferece Sempre volta ao poço, padece de dor Mas quem toma a graça que d’Ele desce Vira nascente, transborda de amor
A bilha de barro ficou na poeira Mas não tem problema, não tenho mais sede
Ah, Ele me deu de uma Água tão viva Lavou o meu rosto, sarou meu passado Eu deixei o meu cântaro à beira da fonte E voltei pra vila de alma lavada
Senhor que conhece o que a gente esconde Fez da minha secura um rio sem fim
Ficou lá na poeira o meu cântaro velho Achei o oceano debaixo do sol A Água Viva me lavou