Ondas de Graça
Faixa 3
O sol declina triste em Itapuã Varrendo de esplendor o mar anil E o vento que restou desta manhã Sopra um poema etéreo e sutil
Diante do farol que corta o breu A imensidão reflete o olhar de Deus Mas a multidão transita tão normal Alheia ao Teu relógio sideral
A espuma borda a renda do oceano Na tela magistral da criação E eu sinto o Teu mover tão soberano Pulsando no compasso da estação
Dá uma vontade imensa de prostrar-me Pisando nesta areia frente ao mar De erguer as minhas mãos e derramar-me Ao Mestre que ensinou a onda a cantar
O vento, a areia, o sal e a maré São provas silenciosas da minha fé É a glória de Jesus que o mar traduz
Os passos distraídos pela areia Desfilam sem notar o Autor da cor Mas cada grão, na brisa que vagueia É um coro mudo erguido ao Criador
O arrebol despede luz prateada Qual chuva derramada sobre o mar E a minha alma rende-se, velada Achando o Seu altar neste lugar
A espuma borda a renda do oceano Na tela magistral da criação E eu sinto o Teu mover tão soberano Pulsando no compasso da estação
Dá uma vontade imensa de prostrar-me Pisando nesta areia frente ao mar De erguer as minhas mãos e derramar-me Ao Mestre que ensinou a onda a cantar
O vento, a areia, o sal e a maré São provas silenciosas da minha fé É a glória de Jesus que o mar traduz
Derrama a Tua graça, meu Senhor Qual chuva de prata neste mar Em Itapuã ou onde eu for Cristo, eu só quero Te adorar Tão silenciosa e só Te adorar