
Fé de Cordel, Vol. 2
2026 • 12 faixas
A continuação da fé sertaneja em verso e viola. O cordel volta a cantar identidade, resgate e aliança com a mesma secura de imagem e verdade sem rodeios: do Canto de Maria ao Gemido, da Fonte que não seca à Luz que rompe o vale. Doze faixas sobre encontrar em Deus o nosso verdadeiro valor. Uma gratidão especial a Jairo e Tani Vilar, que emprestaram suas vozes maravilhosas a este álbum e fizeram o cordel respirar: que cada nota cantada por vocês continue semeando fé por onde passar.
Ouvir nas plataformas
Faixas
A gente vive mendigando nome
Em soleira sem pão
Bebe estima em cacimba seca
Conta migalha no chão
Sai dessa feira pequena
Levanta o olho do chão
Antes do mundo ser mundo
Já havia adoção
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Graça antiga nos vestia
Antes da nossa oração
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Filho pobre achou herança
Sem comprar consolação
Gota doido
Eu vi homem de gravata
Com diploma e solidão
Vi menino atrás de tela
Vendendo o próprio coração
Vi senhora contando culpa
De pecado já lavado
Vi cristão pedindo esmola
Com tesouro do seu lado
E o mundo feito feira
Gritando compra teu valor
Mas valor comprado em feira
Amanhã muda de senhor
Quem bebe aplauso tem sede
Quem vive de saldo cai
Quem pede nome ao mundo
Volta sem nome pro pai
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Graça antiga nos vestia
Antes da nossa oração
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Larga essa vida pequena
Levanta o olho do chão
Eita gota serena
Larga essa vida de migalha
Corre agora para cristo
O pai já te deu no amado
Mais que tudo que tens visto
Nome perdão adoção
Herança que não tem fim
Para de buscar no mundo
O que deus já deu a ti
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Graça antiga nos vestia
Antes da nossa oração
No peito eterno do amado
Nosso nome era eleição
Para de buscar no mundo
O que deus já deu a ti
Para de buscar no mundo
O que deus já deu a tiO senhor falou baixinho
Vou buscar quem se perdeu
Vou lavar a poeira
Do que o tempo escureceu
Agua limpa na ferida
Mão de pai no coração
Toda culpa cai calada
Toda pedra perde o chão
Coração de pedra
Não sabe voltar
Só tua graça
Pode acordar
Coração de carne
Vem da tua mão
Sopra em mim
Vida e chão
Não é força de promessa
Nem coragem de romeiro
Quem abre peito fechado
E teu espírito primeiro
Quando tua voz me chama
Morre em mim o velho breu
Onde nada florescia
Nasce o querer de deus
Coração de pedra
Não sabe voltar
Só tua graça
Pode acordar
Coração de carne
Vem da tua mão
Sopra em mim
Vida e chão
Larga a pedra
Vem viver
Cristo chama
Vem nascer
Pede vida
Pede luz
Vem pro sangue
De jesus
Coração de pedra
Não sabe voltar
Só tua graça
Pode acordar
Coração de carne
Vem da tua mão
Sopra em mim
Vida e chão
Coração de pedra
Não sabe voltar
Só tua graça
Pode acordar
Coração de carne
Vem da tua mão
Sopra em mim
Vida e chão
Sopra em mim
Vida e chãoAdultério, prostituição, roubo,
homicídio
Cobiça, maldade, lorota, inveja,
blasfêmia
Soberba, impureza, idolatria, mandinga
Arenga, ciúme roxo, raiva desembestada
Intriga, mentira, fuxico,
canguinhice, ganância
Ingratidão, falsura, calúnia,
preguiça, luxúria
Pabulagem, hipocrisia, idolatria
Tá descrito lá na palavra
E nos dia de hoje intão? fraude, golpe
Chantagem, extorsão, ameaça, difamação
Assédio, abuso de poder, corrupção,
propina
Plágio, invasão de conta, sonegação,
humilhação
E tudo falso: documento, recibo,
contrato, pix
Buleto, amor, fé, promessa, perfil,
conversa
Tá tudo falso
E num é só os cabra pur aí não é
nóis também
Oxe! tanta fulerage,
treta pra tudo lado
E tu ainda pergunta por que cristo
teve que morrê por nóis
Oh senhor
Num era só aperreio
Num era só aflição
Era morte lá por dentro
Era pedra no coração
Oh jesus
Num era só conserto
Nem melhora de ocasião
Era culpa sem remédio
Era alma sem perdão
Por isso o santo cordeiro
Desceu pro nosso chão
Levou nossa doença
Sangrou nossa salvação
Oh senhor
Se a raiz tava perdida
Só teu sangue refez
Se o morto não se levanta
Tua graça levantou de vez
Chama por cristo agora
Larga a desculpa no chão
Quem tá doente de alma
Corre pro médico da salvação
Por isso o santo cordeiro
Desceu pro nosso chão
Levou nossa doença
Sangrou nossa salvaçãoTua boca tem sal
Teu olho tem feira
Luz no cartaz
Alma em poeira
Cisterna rachada
Brilho sem chão
Promessa comprada
Secando na mão
Sai do poço
Vem pra fonte
Jesus te chama
No fim da sede
Sai do poço
Vem pra fonte
O senhor te espera
Com água e rede
O vinho do mundo
Promete clarão
Mas cobra teu riso
E vende prisão
Teu nome na praça
Teu peito sem voz
Tanta gente perto
Tão longe de nós
Sai do poço
Vem pra fonte
Jesus te chama
No fim da sede
Sai do poço
Vem pra fonte
O senhor te espera
Com água e rede
A palavra desce
Não volta vazia
Fere a pedra seca
Levanta o dia
Espírito santo
Vento no chão
Sopra no barro
Faz rio no coração
Sai do poço
Vem pra fonte
Jesus te chama
No fim da sede
Sai do poço
Vem pra fonte
O senhor te espera
Com água e rede
Sem moeda
Sem explicação
Sem nome bonito
Sem força na mão
Cristo pagou
Tua consolação
O sangue abriu água
No seco sertão
Sai do poço
Vem pra fonte
Jesus te chama
No fim da sede
Sai do poço
Vem pra fonte
O senhor te espera
Com água e rede
Sai do poço
Vem pra fonte
Sem moeda
Sem explicação
Sai do poço
Vem pra fonte
Cristo pagou
Tua consolaçãoNesse cipoal de vozes apócrifas
Cada quengo se desgoverna atrás de
um sortilégio
Tem voz de feira voz de algoritmo
voz de vanglória
Voz de medo voz de arenga envernizada
Prometendo aprisco e entregando
precipício
Mas o cristo diz com sentença
irrefragável
As minhas oveia auscultam meu timbre
Eu lhes conheço o âmago,
elas seguem minha vereda
Eu lhes outorgo vida imperecível
E nulidade alguma as desarraiga da
minha destra
Minhas oveia me cunhece
Eu cunheço elas também
Quando eu chamo elas me segue
Ninguém toma elas de mim
O voz do pastor
Me chama no breu
Tua mão me segura
Teu rebanho sou eu
Tá cá muléstia
O pai que entregou esse povo ao filho é maior
Que toda potestade toda rapinagem
toda astúcia
Toda mão de salteador. ninguém
arrebata da mão do filho
Ninguém saqueia da mão do pai
Pai e filho são um nessa guarda
inexpugnável
Arre! que mistério medonho e doce
A ovelha é trêmula mas a aliança é inabalável
O vale é soturno mas a destra é peremptória
O lobo é ladino mas o pastor é
soberano
O voz do pastor
Me chama no breu
Tua mão me segura
Teu rebanho sou eu
E tu ainda fica hipnotizado por voz estranha
Oxente que desatino é esse
Voz que afaga teu vício voz que
canoniza tua soberba
Voz que sacramenta teu desmantelo
Voz que chama abismo de liberdade
Sai desse labirinto esdrúchulo
Dessa litania de engano
Desse fascínio miúdo
Que faz tua alma comer poeira
Como se fosse banquete.
Renuncia o sortilégio das vozes
intrusas
Abjura essa autonomia ilusória
Descruza a alma desse mercado de ruína
Vem ao cristo sem tergiversação
Porque só o pastor verdadeiro
conhece tua fome
Teu nome, teu medo, teu pó,
tua fuga, tua noite
Tua culpa, e ainda assim te chama
Para o aprisco da vida eterna
Larga essas voz de mentira
Corre pra cristo ligeiro
Quem tá na mão do pastor
Num cai no laço traiçoeiro
O voz do pastor
Me chama no breu
Tua mão me segura
Teu rebanho sou eu
Prasta atenção meu amado coadunado
Correligionário da preciosa
fidalguia celestial
Consoante o imaculado plasma do divino burrêgo
Minhas ovêia num vive perdida porque o pastor
Num perde nenhuma. quem ouve a voz
de cristo
Larga a feira do mundo e volta pro
apriscoMinha alma engrandece o senhor
Meu espírito se alegrou no deus que
desceu tão baixo
E minha pobreza encontrou ele olhou
pra sua serva
Nesse chão pequeno meu e de agora em
diante
O povo vai dizer que deus me escolheu
Santo é teu nome senhor grande é teu
braço
Fiel fez maravilha em silêncio
trouxe teu céu
Pro meu céu tua misericórdia corre
feito rio
Que nunca secou de geração em geração
Sobre quem te teme senhor
Tu mostraste força no braço sem
fazer alarde
No chão espalhaste os soberbos
No orgulho do coração derrubaste rei
do assento
Levantaste o pequenininho quem vivia
sem nome
Na beira tu chamaste pro teu caminho
Encheu de bem os famintos
Mandou vazio o rico voltar
Quem chegou cheio de si mesmo
Nada teve pra carregar
Santo é teu nome senhor grande é teu
braço
Fiel fez maravilha
Em silêncio trouxe teu céu pro meu céu
Tu socorreste Israel
Teu servo que não largou
Lembraste a misericórdia que tua
boca prometeu
Como disseste a Abraão e aos filhos
que dele virão
Teu favor atravessa o tempo feito
estrela no sertão
Oh minha alma não se esqueça
Quem te viu sem condição
Deus não procura grandeza pra fazer
visitação
Para de viver soberbo feito dono do
amanha
Desce agora do teu trono volta
humilde pra manha
Quem tem fome venha perto
Quem tá cheio esvazie a mão
O senhor visita os pequenos e
derrama salvação
Minha alma engrandece o senhor
Meu espírito se alegrou no deus
Que desceu tão baixo
E minha pobreza encontrouMão do sinhô me levou
Prum vale de ôsso sêco
Morte pá todo lado
E deus dizendo óia de novo
Osso sem pele nem fôlego
Um povo dizendo acabou
Aí o sinhô perguntou
Filho do homem isso vive
Eu fiquei meio aboticado
Nem lagartixa sai do lado
Mas profeta sem juízo
Fala pouco e escuta mais
Eita! sinhô... tu sabe
EEE... meu amigo
Rapadura só é doce
Mas num é móle não
Sopra vento de deus
Nesse vale sem voz
Faz do ôsso esquecido
Povo vivo pra nóis
Veio palavra do alto
Num veio frase de internet
Veio ordem do deus vivo
Osso escute a palavra!
Vou pôr nervo nocê
Vou botar fôlego nocê
E ocê vai saber
Que eu sou o senhor
E o vale fez zoada
Osso procurando ôsso
Canela achando canela
Cada junta no seu posto
E a morte toda sem graça
Perdeu posse do espaço
Quando deus dá ordem
Até caveira muda o passo
Mas corpo sem sopro é barro
Milagre pela metade
Tem muita gente de pé
Mas sem vida de verdade
Sopra vento de deus
Nesse vale sem voz
Faz do ôsso esquecido
Povo vivo pra nóis
Larga essa morte arrumada
Esse pecado enfeitado
Para de maquiar sepultura
Corre agora para cristo
Quem manda em ôsso sêco
Também chama nóis
Num é reforma de aparência
Eh espírito entrando em morto
Se tua alma tá sêca
Ouve a palavra de cristo
E sai desse vale de óssos
Sopra vento de deus
Nesse vale sem voz
Faz do ôsso esquecido
Povo vivo pra nóis
E quando deus sopra
Até ôsso aprende a ficar de peO senhor falou
Vem dia chegando
Faço nova aliança
Com o povo que amo
Não é lei na pedra
Do lado de fora
Eh palavra viva
Fazendo morada
Não é voz de boca
Nem fé de ocasião
Eh o próprio deus
Dentro do coração
Escreve em mim senhor
Tua lei de amor
Faz teu querer morar
Onde eu não sei guardar
Escreve em mim senhor
Tua lei no coração
Onde a culpa fez morada
Faz nascer perdão
Israel escuta
Judá presta atenção
Deus não rasga promessa
Nem perde eleição
Mas quem vem pelo sangue
Entra por graça também
Eo mediador santo
O longe vira alguém
Perdoa culpa antiga
Apaga acusação
Não lembra mais meu pecado
Me chama teu povo então
Escreve em mim senhor
Tua lei de amor
Faz teu querer morar
Onde eu não sei guardar
Escreve em mim senhor
Tua lei no coração
Onde a culpa fez morada
Faz nascer perdão
Para de vestir aparência
E esconder rebelião
Só o sangue da aliança
Lava o coração
Corre agora pra cristo
Para de se remendar
Lei escrita por dentro
Só deus pode gravar
Escreve em mim senhor
Tua lei de amor
Faz teu querer morar
Onde eu não sei guardar
Escreve em mim senhor
Tua lei no coração
Onde a culpa fez morada
Faz nascer perdão
Perdoa culpa antiga
Apaga acusação
Não lembra mais meu pecado
Me chama teu povo entãoTiago falou
Sem arrodeio
Mundo no peito
Eh guerra com deus
João avisou
Num ame o sistema
Promete descanso
Entrega cadeia
Pois é... vá frescando com o fogo
pra tu vê o baque
Paulo chamou
Num tome essa forma
Século amostrado
De sombra e pó
Igreja sabida
Batizou a mistura
Chamou pecado de ponte
E vaidade de cultura
Ponte nada,
cabra! Isso é anzol de alma
Num casa não
Com o mundo não
Igreja do senhor
Foi comprada em dor
Num casa não
Com o mundo não
Quem lavou no sangue
Num volta ao antigo amor
Depoi num fala que num avisei
Igreja avexada
Querendo aparência
Botou mundo na sala
Chamou de prudência
Luz demais no palco
Pouca lágrima no altar
Crente filmando o culto
Pra ninguém se quebrantar
Posta o quebranto, criatura
Santidade virou peso
Temor virou careta
Mas noiva que ama o noivo
Num flerta na janela
Quem bole com cerca abre porteira
Num casa não
Com o mundo não
Igreja do senhor
Foi comprada em dor
Num casa não
Com o mundo não
Quem lavou no sangue
Num volta ao antigo amor
Balaão deu conseio
Mas queria favor
Jezabel pôs Baal
No serviço do senhor
Pérgamo abriu porta
Pro tropeço se assentá
E chamou de acolhimento
O que deus mandou tirar
Num bote crachá em desmantelo não
Num é medo de alegria
Nem braveza de ancião
Eh zelo do cordeiro
Limpando a casa e o coração
Num casa não
Com o mundo não
Igreja do senhor
Foi comprada em dor
Num casa não
Com o mundo não
Quem lavou no sangue
Num volta ao antigo amor
Noiva do cordeiro
Num usa aliança
Com o mundo antigo
Que matou sua esperançaExiste luz
Antes do sol nascer
Existe verbo
Antes da voz dizer
Existe vida
Antes do chão florir
E a noite inteira
Não conseguiu cobrir
João disse assim
Antes de tudo ser chão
O verbo já era com deus
E o verbo era deus então
Nele morava vida
Vida era luz dos cristão
Luz brilhou no escuro
Treva não venceu não
Luz verdadeira
Vem me alumiar
Feito menino na palha
Veio deus me buscar
Verbo eterno
Veio se achegar
Fez morada em nossa poeira
Pra nossa morte acabar
Tanta retina
Cansada de procurar
Tanta pergunta
Sem céu pra descansar
Mas graça veio
Sem pedir permissão
Cheia de glória
Carne osso e perdão
Para de inventar sentido
Em espelho sem senhor
Corre agora para cristo
Recebe vida e favor
Quem crê no nome do filho
Não nasce mais da ilusão
Deus faz filho da promessa
Quem era pó sem direção
Luz verdadeira
Vem me alumiar
Feito menino na palha
Veio deus me buscar
Verbo eterno
Veio se achegar
Fez morada em nossa poeira
Pra nossa morte acabar
Existe luz
Antes do sol nascer
Existe cristo
E nele eu posso viverDiz o pregador no vento
Tudo corre tudo passa
Sol levanta sol se deita
Vento roda pela praça
Rio corre dentro do mar
E o mar nunca diz basta
Oio vê e não descansa
Ouvido escuta e não se farta
Vaidade vaidade
Vento na palma da mão
Debaixo do sol é poeira
Sem cristo é solidão
Mão ajunta nome e ouro
Coração fica vazio
Riso vira folha seca
Glória escorre feito rio
Tempo come casa e rosto
Moda rei e multidão
O que hoje chama vida
Amanhã perde o chão
Vaidade vaidade
Vento na palma da mão
Debaixo do sol é poeira
Sem cristo é solidão
Então para agora
Larga essa corrida vã
Para de chamar de vida
O que morre de manhã
Teme a deus corre a cristo
Antes do fim te encontrar
Debaixo do sol é poeira
Em cristo é eterno lar
Vaidade vaidade
Vento na palma da mão
Debaixo do sol é poeira
Em cristo há redenção
Vento na palma da mão
Em cristo há redençãoValha quem creu no recado
No recado do sinhô
Quem viu o braço de deus
Nessa catingueira em dor
Sem luxo nem pabulagem
Sem retrato pra agradar
Homem comum na poeira
Com uma dor pra carregar
Ai ai cordeiro meu
Ferida que cura nóis
Teu sangue no madeiro
Calou minha culpa e voz
Ai ai cordeiro meu
Ai ai ferida que cura nóis
Nóis tudo se tresmalhou
Cada quengo no seu rumo
Caiu sobre o justo santo
Nosso peso e nosso prumo
Foi ferido por revolta
Foi moído por maldade
Feito cordeiro ficou quieto
Carregando enfermidade
Ai ai cordeiro meu
Ferida que cura nóis
Teu sangue no madeiro
Calou minha culpa e voz
Ai ai cordeiro meu
Ai ai ferida que cura nóis
Deixa de arrodeio
Larga a explicação
Pecado num vira virtude
Mudando de nome não
Quem tem culpa vai pro cordeiro
Quem tem sede vai pra fonte
Quem tá ferido corre pra cristo
Antes que a noite te encontre
Bota a alpercata na estrada
Larga a desculpa pelo chão
Oia pra cruz e se rende
Hoje é dia de perdão
Ai ai cordeiro meu
Ferida que cura nóis
Teu sangue no madeiro
Calou minha culpa e voz
Ai ai cordeiro meu
Ai ai ferida que cura nóis
Num morra de sede
Com a fonte diante dos óio