O Clamor do Profeta
Faixa 1
Cidade de mãos cheias, olhos vazios Mesa posta e gente com fome Fala de paz, mas perverte o direito Faz do sábado vitrine; do pobre, só um nome
Cisterna rachada não mata a sede; altar aceso, coração frio; até quando entre dois caminhos? Quem é teu Senhor?
Teu culto é alto; tua vida, baixa; beijo piedoso, língua ferina; balança enganosa, propina na mão; o vinho e a festa te tiram o juízo.
Cisterna rachada não mata a sede; altar aceso, coração frio; até quando entre dois caminhos? Quem é teu Senhor?
Se o Senhor é Deus, segue o Senhor; se os ídolos mandam, assume quem és. Rasga por dentro, não só as vestes; faz silêncio — ouve o que dizes.
Cisterna rachada não mata a sede; altar aceso, coração frio; até quando entre dois caminhos? — Quem é teu Senhor? (eco, vários cantores dizendo “Senhooooorrrr”)