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Dias De Paz

Dias De Paz

2026 • 10 tracks

Ten tracks written on the threshold between longing and hope. Volta Pra Casa opens with a call home; Saudade Do Eterno names the emptiness nothing earthly can fill; Kadosh closes in total reverence. An album about a peace that does not erase pain, but learns to live inside it with eyes fixed on eternity.

Tracks

  • Saiu sem olhar pra trás Levando orgulho e solidão Trocou o cheiro da casa Pela dureza de outro chão

    Guardou no peito um discurso Que ensaiou pra se explicar Pequei contra o céu Mas a culpa fez calar

    Bebeu de tanta promessa Que jurava matar sede Mas água longe da fonte Vira sal, vira parede

    Comeu do resto do mundo Teve fome até de pão E lá no fundo do peito Secava seu coração

    Lá no fundo ele ouvia Mesmo sem dizer que sim A voz do Pai que chamava Levanta, filho, volta pra mim

    Volta pra casa Antes que a noite te ensine A morar longe demais

    Volta pra casa Tem mesa posta em silêncio Tem anel, tem roupa, tem paz

    Mil contatos na tela Ninguém pra desabafar A madrugada rolando Água e sal no seu olhar

    Não foi o medo da morte Nem sermão de acusação Foi a voz mansa e suave Vencendo seu coração

    Ligou pra mãe de repente Só disse ora comigo, então Do outro lado, um soluço Há anos ela orava no chão

    Volta pra casa Antes que a noite te ensine A morar longe demais

    Volta pra casa Tem mesa posta em silêncio Tem anel, tem roupa, tem paz

    Domingo, de manhã cedo Uma porta aberta Um sorriso, um abraço uma palavra De voooooolllltaaaa

  • Eu sei de cor os teus defeitos Tenho a lista no celular Cada palavra que você errou Eu guardei pra me vingar

    Durmo abraçado com a mágoa Acordo ensaiando a discussão Advogado da minha causa Juiz da tua intenção

    Mas hoje abrindo a Palavra Uma história me encontrou Um servo devendo milhões Que o rei simplesmente perdoou

    Saiu da sala mais leve Sem dívida, sem prisão E esganou na primeira esquina Quem lhe devia um tostão

    E eu ri do servo malvado até ver o espelho no chão Os milhões… eram os meus pecados O tostão… era a tua ofensa, irmão

    Quanto me custou a cruz Eu nem sei calcular E eu cobrando os teus centavos Com juros de não te olhar

    Senhor, tem misericórdia Do cobrador que há em mim Quem foi perdoado de tudo Não pode viver assim

    Setenta vezes sete Não é conta, é coração Quem provou do teu abraço Não fecha a própria mão

    Setenta vezes sete Não é conta, é coração Hoje eu rasgo a minha lista E te estendo o meu perdão

    Setenta vezes sete Não é conta, é coração Perdoado, eu perdoo Essa é a prova da salvação

    Perdoa as nossas dívidas assim como nós Assim como nós perdoamos

  • Dizia que tinha passado O tempo dava um jeito em tudo E noite ela voltava Calada pro mesmo escuro

    Sorria na frente de todos Fingia que tava legal Mil telas, mil amigos O coração um vendaval

    Foi ouvindo tanta gente Esqueceu-se de quem era Viajou no som da rua Se perdeu na própria espera

    Telefone que não cala Alerta, notificação No silêncio, um ruído Abafando o coração

    Vai! Vaaai agora Antes que o silêncio Pregue outra mentira Senta ao lado dela Segura na mão dela Ora baixinho, ore baixinho Empresta a tua voz Até que ela consiga Ouvir o Bom Pastor

    Já bebeu em tantos poços Sem a sede terminar Ouviu sons pelo caminho Se cansou de escutar

    Arrumou a casa inteira Esqueceu do essencial Como Marta, fez de tudo Esqueceu do principal

    Vai! Vaaai agora Antes que o silêncio Pregue outra mentira Senta ao lado dela Segura na mão dela Ora baixinho, ore baixinho Empresta a tua voz Até que ela consiga Ouvir o Bom Pastor

    Vai! Vaaai agora Antes que o silêncio Pregue outra mentira Senta ao lado dela Segura na mão dela Ora baixinho, ore baixinho Empresta a tua voz Até que ela consiga Ouvir o Bom Pastor

  • Eles entraram na festa sem ninguém notar Com o sorriso ensaiado e um jeito de falar Mudaram a graça de Deus em libertinagem Prometem a fonte, mas entregam a miragem

    Na mesa do banquete apascentam a si mesmos São nuvens sem água que o vento leva pro mar São árvores secas no outono, mortas na raiz Estrelas errantes que fingem poder iluminar

    Mas guardam a fumaça de um fim infeliz E Judas já via essa noite chegar Não ameis o mundo, nem o que no mundo há O neon que brilha é flor que amanhã se desfaz

    Se alguém ama o brilho, o aplauso e a sedução O amor do Pai não habita o seu coração Não ameis o mundo

    Isso é apostasia, vestida de gala Tirando a Palavra e o temor da sala Amando a mentira, calando a cruz Trocando a pureza pelo que seduz O mundo é muito bonito, mas passa E quem faz a vontade de Deus permanece na luz

    A gente se encanta com as luzes da distração E quando percebe, esfriou o primeiro amor Aquele que um dia chorava sentindo o perdão Agora debate com a Bíblia, e zomba da dor

    A sutil apostasia conquista o salão

    Isso é apostasia, vestida de gala Tirando a Palavra e o temor da sala Amando a mentira, calando a cruz Trocando a pureza pelo que seduz O mundo é muito bonito, mas o mundo passa E quem faz a vontade de Deus permanece na luz

    Permanece na luz…

  • O alarme dispara, a tela te chama Mais um dia correndo pra não chegar A gente se prende na dor e na trama E o eterno evapora no ar O eterno evapora no ar

    A alma sufoca na própria bagagem Tentando fincar a raiz neste chão Esquece que a terra é só a passagem Não faça do exílio o seu coração Não faça do exílio o seu coração

    Nós somos de longe, de muito mais alto A tenda é de lona, o vento vai levar Não perca o teu sono arrumando o deserto Não faça morada onde não vai ficar

    Levanta o teu rosto, levanta o teu rosto O que os olhos enxergam não vai demorar A tua angústia, o teu choro guardado É leve, é momento, e logo vai passar

    Levanta o teu rosto, levanta o teu rosto Fita a tua alma no que não tem fim Existe um peso de glória e favor Que o céu tá guardando pra mim e pra ti Um peso de glória, pra mim e pra ti

    Quando o cansaço roubar o teu ar E a banalidade do mundo pesar Lembra que o ouro que a terra te dá É só poeira leve e sôlta no ar Só poeira leve e sôlta no ar

    Levanta o teu rosto, levanta o teu rosto O que os olhos enxergam não vai demorar A tua angústia, o teu choro guardado É leve, é momento, e logo vai passar

    Levanta o teu rosto, levanta o teu rosto Fita a tua alma no que não tem fim Existe um peso de glória e favor Que o céu tá guardando pra mim e pra ti Um peso de glória, pra mim e pra ti

    Pensai nas coisas lá do alto

  • Eu vim por vontade própria Ninguém precisou me arrastar Ajoelhei na sua frente Com a vida em dia pra ofertar

    Não roubei, não menti Honrei meu pai e a mãe também Desde menino só faço o certo Diz, Mestre bom: falta o quê Falta quem

    Meu nome abre qualquer porta Meu extrato não passa vergonha Currículo sem rasura Até na fé, reputação

    Mas você me olhou Como quem ama e vai ferir E o silêncio pesou mais Que tudo que eu juntei pra ti

    E então você disse com amor nos olhos Uma frase só, que ainda me mexe lá dentro

    Uma coisa te falta Não é o que tem, é devoção Seu tesouro revela Quem manda no seu coração

    Conheço bem a Palavra Ajudo até o pastor Ensino, corro, não paro Sem achar tempo pra Ti

    Doutrina tenho de sobra Mas o amor esfriou Tá tudo certo por fora E a devoção se apagou

    Uma coisa te falta Não é o que tem… é devoção Seu tesouro revela Quem manda no seu coração

    Uma coisa te falta E eu pergunto a você Quem senta sobre seu trono Quando o mundo chama você

    Tenho contra você Que deixou o primeiro amor Lembra de onde caiu e volta

  • Você venceu mais um dia Sem perceber o sol partir Chamou de vida a correria Mas já não sabe onde sorrir

    Mil vozes pedem teu ouvido Mil telas querem teu olhar Mas faz quanto tempo, filho Que paraste pra escutar

    Correndo atrás de tantas fontes Promessas fáceis de beber Mas cada sede satisfeita Volta no anoitecer

    Te vi cansado junto ao poço Tentando a alma convencer Enquanto a Água que não cessa Ainda espera por você

    Não gaste toda a tua vida Naquilo que não sustém Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

    Eu sou a Fonte que não seca Ainda há tempo, hoje vem Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

    Te conheço pelo nome Antes da tua oração Antes da lágrima cair Ouço o teu coração

    Não espero teus acertos Nem tua força voltar Só espero teu silêncio Escutando o meu falar

    Não gaste toda a tua vida Naquilo que não sustém Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

    Eu sou a Fonte que não seca Ainda há tempo, hoje vem Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

    Não gaste toda a tua vida Naquilo que não sustém Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

    Eu sou a Fonte que não seca Ainda há tempo, hoje vem Inclina hoje teus ouvidos Escuta a voz que vem do além

  • A mesa no domingo tem um espaço vazio A foto na parede guarda o teu sorriso A casa ficou grande, o silêncio faz frio E o olho ainda chora o amigo que se foi

    Tem dias que a saudade senta lá no sofá Tem noites que o peito aperta sobre o colchão Eu engulo o choro, e a minha voz se cala Porque a dor do luto aumenta na escuridão

    Mas a Tua Palavra diz: não chores meu filho Entenda bem o que é dormir no Senhor Porque aquele que já ressuscitou Trará com Ele quem nEle confiou

    Não é adeus, é só um até logo A morte foi tragada na cruz Naquela manhã, quando a trombeta tocar Os mortos despertam, a sombra vira luz

    E os que ficarem serão arrebatados Pra encontrarem com o Senhor nos ares Eu estarei pra sempre com Ele e com eles Me consola a Tua palavra, Senhor

    Eu sei que a lágrima ainda molha meu pão A falta de quem foi arranca o meu chão Mas João já viu a Nova Jerusalém descer E o Senhor mesmo vai me socorrer

    Você vai enxugar toda lágrima Não vai ter mais morte Não vai ter mais pranto, nem clamor, nem dor As coisas que tanto machucam Vão passar, virá o esplendor

    Não é adeus, é só um até logo A morte foi tragada na cruz Naquela manhã, quando a trombeta tocar Os mortos despertam, a sombra vira luz

    E os que ficarem serão arrebatados Pra encontrarem com o Senhor nos ares Eu estarei pra sempre com Ele e com eles Me consola a Tua palavra, Senhor

    Estaremos pra sempre juntos afinal

  • O relógio corre e o corpo cede De que vale a pena se fadigar Debaixo do sol a corrida é cega A engrenagem roda e o dia cega E a gente trabalha pra não chegar

    Eu vi o trabalho pesado e triste Que Deus entregou pra nos ocupar A gente constrói e a traça consome O vento levanta o pó do meu nome E tudo escorre por entre o olhar

    Tudo é tão formoso no seu tempo Ele fez o tempo girar em paz Mas pôs a eternidade no meu peito E o infinito dói demais

    É a eternidade no meu coração Que não me deixa em paz Por isso é que o mundo, com toda a riqueza Já não satisfaz

    Ai, essa saudade de um lugar sem fim Que o próprio Deus plantou dentro de mim

    Descobri que a nossa melhor sorte Enquanto essa vida não terminar É fazer o bem pro teu companheiro Repartir o pão, não ser prisioneiro Se alegrar com o fruto do teu suar

    Por isso eu me sento na mesa agora Parto o meu pão com o meu irmão Sei que esse suspiro de alegria É o dom de Deus no meio da lida Pra gente não enlouquecer no caminho

    É a eternidade no meu coração Que não me deixa em paz Por isso é que o mundo, com toda a riqueza Já não satisfaz

    Ai, essa saudade de um lugar sem fim Que o próprio Deus plantou dentro de mim

    É a eternidade no meu coração Que não me deixa em paz Por isso é que o mundo, com toda a riqueza Já não satisfaz

    Ai, essa saudade de um lugar sem fim Que o próprio Deus plantou dentro de mim

    Tudo é vaidade Só o céu consola

  • Foi só uma cena passando Nem lembrei de desviar Só uma conversa suja Eu ri só pra acompanhar

    Foi só um pequeno desconto Na verdade que eu digo ser Tão pouco tão quase nada Que eu nem parei pra ver

    Mas vaso que serve ao Rei Não guarda qualquer água, não E templo não divide o altar Com ídolo de ocasião

    Eu fui comprada por preço Que eu nunca vou poder pagar E ando emprestando pro mundo O que foi posto sobre o altar

    Santo não é ser perfeito Eh ser separado é pertencer Não vivendo repartida Meio dEle meio do que aparecer

    Kadosh me chama de volta Pro fogo que me consagrou Sem santidade eu não Verei quem me comprou

    Kadosh eu quero ser tua Inteira, sem sobra pro chão Vaso de honra na casa Não enfeite de ocasião

    Não me conformo mais Com esse século, não Renova minha mente Refaz meu coração

    O mundo todo passa Mas não Teu desejo por mim Só quem faz tua vontade Permanece até o fim

    Kadosh me chama de volta Pro fogo que me consagrou Sem santidade eu não Verei quem me comprou

    Kadosh eu quero ser tua Inteira, sem sobra pro chão Vaso de honra na casa Não enfeite de ocasião

    Sede santos Porque Eu sou santo